O luto é um processo individual e ao mesmo tempo universal, constituído por cinco fases: negação; revolta ou raiva; negociação; depressão e aceitação.

É um conjunto de reações emocionais, físicas, comportamentais, sociais e espirituais que aparecem como resposta a uma perda – seja ela uma perda real ou fantasiosa (‘medo de perder’), seja uma perda por morte pela diminuição/cessação de uma função, fim de um relacionamento, etc…

É uma resposta natural à perda de qualquer pessoa, coisa ou valor com que se construiu uma ligação afectiva, sendo por isso um processo humano e não uma doença que tem de ser evitada.

O luto é um processo profundamente existencial, um processo de aprendizagem de viver com a perda, e leva a que seja necessário existir uma reformulação das crenças previamente construídas sobre o mundo.

Apesar de ser um processo doloroso e perturbador é possível ultrapassar a sensação inicial de descrença.

O luto é uma coisa de se fazer, assente em tarefas, podendo a pessoa enlutada fazer algo para conseguir ultrapassar a perda.

Existem algumas tarefas que devem ser realizadas para que se restabeleça o equilíbrio e para que o processo de luto fique completo.

Essas tarefas incluem: aceitar a realidade da perda; trabalhar as emoções e a dor da perda; adaptar-se a um ambiente em que a pessoa que morreu está ausente; recolocar emocionalmente a pessoa que morreu e prosseguir com a vida.

Mais adiante, será desenvolvido mais este tema, com cada uma das tarefas e fases do luto.