(escritor, psiquiatra)

“Redigir um testamento obriga, evidentemente, a pensar na morte, a fazer uma avaliação do que se foi, à medida que se discute ou pondera como distribuir o dinheiro e os bens que se adquiriu ao longo de uma vida. Este processo de resumir a nossa existência levanta uma série de questões. Quem amo? Quem não amo? Quem vai sentir a minha falta? Com quem deveria ser generoso? Neste exercício de rebobinar o filme de uma vida, é necessário passar à prática. Num sistema como o norte-americano, pelo menos, é preciso tratar dos detalhes do enterro, confrontar e resolver problemas e negócios que não podem ficar pendentes.”