(escritor, psiquiatra)

“Os reencontros com antigos colegas particularmente depois de vinte e cinco anos, são experiências potencialmente ricas. Nada torna o ciclo de vida mais palpável do que ver os nossos amigos já crescidos e até envelhecidos. Confrontar a lista daqueles que já morreram é então uma experiência ainda mais poderosa, que nos faz assentar os pés bem na terra e que pode servir como uma daquelas chamadas do serviço de despertar. Nalguns encontros até fornecem fotografias das nossas caras enquanto jovens, para se pendurar ao peito, e os participantes circulam em redor de uma sala a comparar as fotos e as caras, tentando encontrar o jovem, de olhos inocentes, na máscara de rugas que têm agora à sua frente. E quem consegue resistir a pensar: ‘Tão velhos, estão todos tão velhos! O que estou eu a fazer neste grupo? Como será que lhes pareço a eles?’ “