(escritor, psiquiatra)

“ ’…porque é a morte tão aterrorizadora? O que especificamente a assusta na morte?’ Júlia respondeu de chofre: ‘Por tudo o que não terei feito!’ (…) A resposta estava dada. Na terapia, Júlia procurava ajuda para encontrar uma forma de ter uma vida menos absurda. (…) A resposta da Júlia, ‘Todas as coisas que não terei feito’, aponta para um tema de grande importância para muitos que ponderam ou enfrentam a morte: a correlação positiva entre o medo de morrer e a sensação de uma vida não vivida. Por outras palavras, quanto menos vivida é uma vida, maior a ansiedade da morte. Quanto mais alguém sente que falha os seus sonhos, mais medo terá da morte.”