(médica geriatra, especialista em cuidados paliativos)

“Conversar sobre a morte, deixar vir reflexões sobre o sentido de morrer, entregar-se aos sobressaltos de sentimentos difíceis. (…) Há tempos na nossa vida onde as palavras não chegam. Tempos onde entramos em contacto com o que há de mais profundo em nós mesmos, a procura de respostas, sentidos, verdade. O tempo de morrer é um desses momentos. (…) Seja como espetadores, seja como protagonistas, a morte é um espaço onde as palavras não chegam. (…) O indizível é a melhor expressão da experiência de vivenciar a morte. Na vida humana, talvez somente a experiência de nascer possa ser tão intensa quanto o processo de morte.”