(médica geriatra, especialista em cuidados paliativos)

 

“ ‘ Ele/ela não quer saber’ ou ‘Não vai ser capaz de aguentar a notícia’ ou ‘Vai ficar em depressão e entregar-se’ ou ‘Vai desistir de viver’ ou ‘Para quê contar isto? Vai ser horrível!’ (…) Respeito a dor, mas sei que essa postura, que tem a melhor intenção do mundo, a de proteger, pode também ‘proteger’ o meu paciente de uma passagem lúcida, serena, após ter resolvido tudo o que ainda pode ser resolvido na vida que está a terminar mas que ainda é a sua vida. Já presenciei muitas vezes a serenidade que isso traz.”