(médica geriatra, especialista em cuidados paliativos)

 

“Alguns arrependimentos são puro desperdício de tempo no final da vida; não faz qualquer sentido que sejam causa de sofrimento. Muitas vezes, escolhemos um caminho que não sabíamos que seria mau. Agora sabemos e nos arrependemos. (…) Não é justo condenarmo-nos por ações passadas com base no conhecimento que temos agora. Quando começa o drama do ‘eu deveria’ ou do ‘eu poderia’, é a hora de se olhar ao espelho e dizer: ‘Não force essa cobardia consigo mesmo’. Tomamos uma decisão lúcida com base nos elementos que tínhamos. Talvez pudéssemos dizer: ‘Se soubesse que iria falhar, teria feito diferente’. Mas não soubemos, não era possível saber.”