(médica geriatra, especialista em cuidados paliativos)

 

“…não aprendemos a conversar sobre a morte na faculdade. Aliás, não aprendemos nem a conversar sobre a vida! A nossa formação é sobre a doença. Somos muito bons em falar de modo elaborado e só sobre doenças. (…) O fracasso do médico acontece se a pessoa não vive feliz quando se trata com ele. Muita gente está curada do cancro, mas sente-se completamente infeliz viva. Por que é que isso acontece? De que adianta curar e controlar doenças se não conseguimos fazer com que o doente entenda que a saúde conquistada pode ser a ponte para a realização de experiências plenas de sentido na sua vida? O papel mais importante do médico em relação ao seu doente é o de não o abandonar. (…) …a salvação vai muito além de medicamentos ou cirurgias.”